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Diferença entre emissões atmosféricas e inventário de GEE

  • Foto do escritor: Dra. Marianne Kawano
    Dra. Marianne Kawano
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

No contexto da gestão ambiental, dois conceitos frequentemente geram dúvidas: a análise de emissões atmosféricas e o inventário de gases de efeito estufa (GEE). Embora ambos tratem de emissões para a atmosfera, seus objetivos, metodologias e aplicações são completamente diferentes.

Este informativo tem como objetivo esclarecer essas diferenças de forma clara e objetiva, auxiliando empresas, profissionais e estudantes a compreenderem quando e como utilizar cada instrumento.

A análise de emissões atmosféricas é um conjunto de ações e medidas que servem para avaliar e medir as substâncias poluentes emitidas para a atmosfera em fontes específicas. Seu foco está na qualidade do ar local e nos impactos diretos à saúde humana e ao meio ambiente, verificando se as emissões de poluentes estão dentro dos limites legais estabelecidos pelos órgãos ambientais, a fim de proteger a saúde da população e o meio ambiente

Já o inventário de emissões atmosféricas de GEE (IGEE) é um levantamento técnico que identifica, quantifica e registra as emissões de gases de efeito estufa associadas às atividades de uma organização, produto, serviço ou território. Seu foco está no aquecimento global e nas mudanças climáticas. Trata-se de uma ferramenta que auxilia na compreensão quanto a contribuição para o efeito estufa, estabelecendo metas de redução e apoiando estratégias de descarbonização do empreendimento.


Quando Utilizar Cada Instrumento?

Análise de Emissões Atmosféricas:
  • A empresa possui fontes fixas como caldeiras, fornos, geradores ou outros equipamentos que liberam gases para a atmosfera;

  • O licenciamento ambiental exige monitoramento periódico;

  • Há necessidade de comprovar conformidade com limites legais estabelecidos por órgãos regulamentadores e fiscalizadores como CETESB, IAT, FEAM, etc.


Inventário de GEE:
  • A empresa deseja compreender sua pegada de carbono e impactos climáticos;

  • Há necessidade de atender a exigências de clientes, investidores ou mercados;

  • A organização pretende estabelecer metas de redução ou neutralização de carbono;

  • O planejamento estratégico inclui sustentabilidade e governança ambiental (ESG).


Portanto, ambos os critérios de avaliação aqui colocados são essenciais para uma gestão ambiental completa e responsável, contribuindo para a sustentabilidade e boas práticas ambientais dentro de suas diferentes dimensões.


Referencias:

Resolução SEDEST nº 02/2025

Política Nacional de Qualidade do Ar (Lei 14.850/2024)

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