CBAM em vigor: como calcular emissões embutidas na exportação
- Time Monitore

- há 1 dia
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Desde 1º de janeiro de 2026, o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM) está em sua fase definitiva. Exportadores brasileiros de aço, alumínio, cimento, fertilizantes, hidrogênio e eletricidade que não fornecerem dados reais de emissão são taxados com base em valores-padrão europeus — geralmente mais altos do que a emissão real da operação.
O que é o CBAM?
É a taxa que a União Europeia aplica sobre a pegada de carbono embutida em produtos importados de setores intensivos em emissão, criada para evitar que empresas europeias percam competitividade frente a concorrentes de países com regras ambientais mais frouxas.
Quem é afetado no Brasil hoje?
Principalmente exportadores dos setores de aço, ferro, alumínio, cimento, fertilizantes, hidrogênio e eletricidade. O Brasil é o 9º maior exportador mundial de aço e ferro — setor que concentra praticamente toda a exposição brasileira ao mecanismo.
Qual o tamanho do impacto financeiro?
Análises da CNI apontam impacto superior a US$ 3 bilhões nas exportações brasileiras afetadas pelo CBAM.
O que acontece se minha empresa não calcular a própria emissão?
A União Europeia aplica um valor-padrão de emissão para o setor — normalmente mais alto que a emissão real de uma operação bem gerida. Ou seja: não medir tem custo, e esse custo tende a ser maior do que o de medir.
Por onde começar o cálculo da emissão embutida?
Pelo mesmo ponto de partida de qualquer estratégia de descarbonização: um inventário de GEE auditável, cobrindo os processos produtivos específicos do produto exportado, verificável por terceiro segundo metodologia reconhecida (GHG Protocol).
Fonte: Regulamento (UE) 2023/956; CNI (estimativa de impacto nas exportações brasileiras).



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